
Uma agência de turismo trocou a planilha por uma plataforma com motor de precificação em tempo real e descoberta orientada pelo viajante.
Nice Trip é a plataforma que substituiu a operação manual de uma agência de turismo por um sistema com motor de preços, painel administrativo e descoberta pública orientada pela intenção do viajante.
Catálogo confuso, regras comerciais no Excel, atendimento manual pra qualquer pergunta básica de preço. O projeto resolveu os três lados da mesma equação — oferta, operação e experiência pública — em uma plataforma única, construída do banco de dados pra cima.
- Indústria
- Turismo & Hospitalidade
- Serviços
- Tech Lead, Product Strategy, Full-Stack
- Duração
- 6 meses · concepção ao lançamento
- Ano
- 2025

Uma operação real precisando sair da planilha
A Nice Trip é uma agência de turismo com clientes reais, vendas reais e fluxo comercial em pleno funcionamento. O problema não era encontrar mercado — era escalar a operação. Cada orçamento envolvia abrir tabelas de Excel, conferir temporada, calcular margem, verificar disponibilidade. Minutos viravam horas, e o erro humano vinha de bônus.
Do lado do cliente, a experiência era frustrante na mesma proporção: lista de destinos, botão de WhatsApp, zero autonomia pra explorar ou comparar. Pra qualquer pergunta básica de preço, alguém do time precisava entrar no meio.
Refazer só o site visualmente teria sido fácil — e inútil. A fricção morava na lógica de negócio, não na vitrine. O escopo real era construir o sistema operacional do turismo da Nice Trip: um lugar onde regras complexas de operação encontrassem uma experiência pública limpa.
O que abriu o projeto
“Como transformar uma operação turística complexa em uma experiência digital clara, vendável e administrável — pro cliente e pro operador, ao mesmo tempo?”
Site bonito não resolve a engrenagem
O problema da Nice Trip não era estética nem catálogo. Era o vão entre a operação interna e a experiência pública — e nenhum dos dois lados resolvia o outro sozinho.
- —Vitrine de pacotes com fotos
- —Cadastro manual de produtos no admin
- —Formulário de contato e WhatsApp
- —Tabela de preços fixa por destino
- —Disponibilidade real, calculada em tempo real
- —Regras comerciais como entidade de primeira classe
- —Separação entre produto comercial e entidade técnica
- —Descoberta pelo que o viajante quer, não pelo que a agência tem
- —Painel pensado pro operador, não pro banco de dados


Do operação-first ao discovery-first
O primeiro modelo mental veio direto da operação da Nice Trip. A descoberta pública foi pensada transport-first: o cliente escolhia primeiro de onde sairia, e isso condicionava destinos, datas e opções. Fazia todo sentido do ponto de vista da agência — o transporte é o que abre ou fecha um pacote operacionalmente. Era exatamente como a planilha funcionava.
Mas era a forma errada do ponto de vista de quem viaja. Ninguém abre um app de viagem pensando “de qual rodoviária vou sair”. As pessoas pensam em destino, em data, em quem vai junto. Quando a UX começou a ganhar corpo, ficou óbvio que a estrutura operacional da agência estava contaminando a experiência pública. O que era lógica de back-office tinha virado obstáculo na vitrine.
A virada do projeto foi reconhecer essa contaminação e separar com clareza três camadas que estavam misturadas: o produto comercial (pacotes, hospedagens, passeios), a operação (saídas, disponibilidade, regras, preço, publicação) e a descoberta pública (intenção do viajante traduzida em busca). Cada camada ganhou lógica própria. Misturá-las foi o que tinha criado a fricção; separá-las foi o que destravou o produto da Nice Trip.
A descoberta virou discovery-first. O transporte continuou sendo dimensão importante da operação, mas deixou de ser a primeira pergunta feita ao usuário. O painel deixou de espelhar o banco e passou a refletir o trabalho real do operador. E o site virou a ponta pública de uma base operacional bem estruturada — não o contrário.
Cinco decisões que sustentam a plataforma
- 01
Descoberta orientada pela intenção
A primeira pergunta pro viajante é sobre o que ele quer, não sobre como a agência opera. A engrenagem fica atrás do produto, não na frente dele.
- 02
Disponibilidade como operação de primeira classe
Disponibilidade não é metadado de produto. É entidade própria, com regras próprias, calculada em tempo real. Tudo que depende dela — preço, busca, publicação — herda essa precisão.
- 03
Produto comercial separado da entidade técnica
Pacotes, hospedagens e passeios são linhas comerciais com gramática própria. O modelo de dados pode até compartilhar tabelas, mas a forma como operador e cliente enxergam cada uma respeita a diferença.
- 04
Admin pensado pro operador real
Painel não é interface de banco. É interface de trabalho. Cada tela responde a uma tarefa real do operador da Nice Trip, não a um CRUD genérico de tabela.
- 05
Clareza operacional antes de elegância visual
O ganho real veio de organizar a engrenagem antes de polir a superfície. Quando a estrutura ficou clara, o visual fluiu naturalmente em cima dela.
Modelar primeiro, telas depois
Next.js 15 no front, Supabase com PostgreSQL como backbone, TypeScript ponta a ponta, Vitest cobrindo a lógica de cálculo de preço — onde não pode ter erro silencioso. Mas a parte mais lenta dos seis meses não foi essa. Foi modelar.
Modelar regras de turismo direito significa pensar antes nas entidades certas — temporada, política de cancelamento, taxas regionais, margem por linha comercial. A tentação é começar pelas telas. Aqui foi começar pelo modelo, errar a primeira versão, refazer depois do aprendizado discovery-first, e só então deixar o front fluir em cima de uma base que finalmente fazia sentido pra Nice Trip.
- Next.js 15
- Supabase
- PostgreSQL
- TypeScript
- Tailwind v4
- Vitest
A plataforma que a Nice Trip passou a operar
A operação saiu da planilha. O orçamento que tomava horas agora roda em segundos no motor de precificação, considerando temporada, ocupação, taxas e margem. O cliente ganhou autonomia: entra no site, busca pelo que quer, compara alternativas e fecha sem precisar de atendente humano em cada etapa. O time ganhou um painel real, com cadastro, gestão de preços e relatórios self-service, sem fila com TI pra qualquer ajuste de catálogo. No fim, o site parece simples — exatamente porque a engrenagem por trás dele está bem organizada.
Ver plataforma“Nosso site era uma confusão de tabelas e preços. Virou uma experiência de busca moderna com painel administrativo completo. A fricção dos clientes sumiu e as vendas aumentaram. Execução impecável do início ao fim.”

